A Netflix volta a apostar em ficção científica nesta quarta-feira, 22 de maio, com Futuro Deserto. A produção latino-americana chega trazendo reflexão sobre inteligência artificial, família e luto.
Ao trocar batalhas de robôs por tensão psicológica, a série investe em dilemas cotidianos que podem acontecer amanhã. É o tipo de premissa que prende o público do Resumo de Novelas logo nos primeiros minutos.
Androides quase humanos e uma família em crise
Criada pelos irmãos Lucía e Nicolás Puenzo, Futuro Deserto acompanha Alex, psicólogo que trabalha para uma empresa de androides idênticos a pessoas comuns. Após ser transferido para o sul do México, ele leva os filhos e María, androide projetada por sua falecida esposa para assumir o papel de mãe.
O novo lar, isolado em Chiapas, vira palco de estranhamento. A comunidade rejeita a presença dos humanoides, enquanto María começa a demonstrar emoções que, em teoria, não deveria possuir. Daí surge o suspense: até que ponto é seguro entregar nossas relações mais íntimas a máquinas?
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Suspense, IA e perguntas que ficam na cabeça
Com apenas seis episódios, Futuro Deserto prefere o clima de inquietação a cenas explosivas. Segundo o consultor técnico Fredi Vivas, a intenção é retratar cenários plausíveis, não criar pânico. A trama aborda temas como solidão, dependência tecnológica e manipulação emocional sem escorregar para o apocalipse clássico.
Gravada entre paisagens exuberantes de Chiapas, a série usa a atmosfera quase desértica para reforçar a sensação de isolamento dos personagens. O resultado é um drama que assusta justamente porque tudo parece perto demais da nossa realidade – e porque, no fundo, ninguém sabe onde termina o código e começa o sentimento.

